A cidade de Utrecht, na Holanda, envolve-se com descendentes de escravos que desejam mudar o sobrenome

A cidade de Utrecht oferece assistência às pessoas que desejam mudar de sobrenome se o sobrenome tiver origem no passado escravista da Holanda. O município é um sacerdote para arcar com os custos incorridos por tal procedimento.

Os holandeses que desejam mudar de sobrenome por estar vinculado à escravidão enfrentam custos elevados e formalidades administrativas complexas. Um procedimento que o município de Utrecht considera inadequado. Ela quer que seja mais fácil para as pessoas com esse nome mudá-lo, relata o Site holandês Nu.

A cidade também pleiteou junto a outros municípios, Amsterdã, Roterdã e Haia, ao governo para que os interessados ​​tenham acesso a um procedimento simplificado e se beneficiem de um custo menor.

Nesse ínterim, o município aprovou uma moção em julho para lançar uma investigação que deve apurar quantos moradores com sobrenome vinculado ao passado colonial desejam mudá-lo. Ela espera ter uma estimativa já em dezembro do número de pessoas que isso preocupa e oferece, se puder, para cobrir seus custos.

O site de notícias Nu explica que para mudar o seu nome na Holanda tem de apresentar uma candidatura ao Ministério da Justiça e Segurança, que custa pelo menos 835 euros. Se você tem um nome que está relacionado a uma palavra vulgar ou particularmente ridícula, não é necessário ter que provar que seu nome o incomoda especifica o site. Porém, quando se trata de um nome relacionado à escravidão, um exame psicológico é obrigatório. Uma abordagem que pode custar vários milhares de euros, sem ter a garantia de ver o pedido bem-sucedido.

O jornal observa, porém, que em 2020, apenas um pedido de mudança de nome por vínculo com a escravidão foi protocolado no país.

Camille Westphal Perrier

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